Metáforas

Ao se atribuir uma qualidade a uma pessoa ou coisa que não lhe cabe logicamente, mas tendo em contrapartida a semelhança de características nessa transferência de significado de um termo para outro, identificamos o metaforismo.

Aquém de se ouvir frases sonoras, bem empregadas, o uso de metáforas pode e deve ser apreendido na agudeza de seu sentido, em seu rigor crítico, e na oportunidade de mudança que pode transformar o mundo.

É o que nos mostram excelentes autores, canônicos ou não, e todo ser pensante porque construtor da significação do mundo ao redor. Temos a chance inclusive de transformar aquilo que consideramos um problema na vida ao utilizarmos ricas comparações advindas da intuição, do inconsciente e também da mente consciente. É dizer que temos o poder de transformarmos o feio, o desespero, a angústia e a inércia em algo embalado em uma linguagem que nos traga um sentido diferente do problema. É um outro olhar.

Ao se isolar o problema e adequá-lo num espaço semântico desejado, cria-se a eventualidade de iluminação, com sentidos múltiplos, capaz de substituir o medo e a apatia em atitudes transformadoras. Damos rico sentido ao mundo através de nossos sentidos.

Pode-se, comumente, metaforizar para enobrecer algo ou alguém porque brilhantes. E assim construímos a seguinte metáfora em comemoração aos cinco anos deste veículo:

Um jovem andarilho, faminto, depara-se com um viveiro repleto de patos, galinhas e codornas. A dona da casa e dos bichos oferece ao jovem ovos como refeição, mostrando-lhe os tamanhos variados. Surpreendeu-se com o fato de ter sido escolhido o ovo da codorna e numa quantidade ínfima. E perguntou acerca de tal atitude, ao que se ouviu: o ovo do pato é o maior, mas não tem a capacidade de informação nutricional que me proporciona o da codorna. Encantada com a resposta, pois que a novidade traria sucesso à dona que comercializava os ovos, ofereceu-lhe alimentação eterna. Essa história tem seu relato há cinco anos e enfatiza a notícia da rica união do andarilho com a dona da casa, comerciantes da próspera granja que passou a atender às necessidades de toda uma comunidade.

Parabéns ao Estado do Rio de Janeiro por acolher o brilhante jovem jornal La Gazzetta que interage com toda a comunidade friburguense.

Ludmila Maurer, revisora e colunista de La Gazzetta, construiu a prosa em comemoração aos 5 anos deste periódico ítalo-brasileiro

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